26.4.11
Preciso de ti em todos os momentos... Como agora.
Preciso de ti. Preciso de ti em todos os momentos. Como agora… Preciso de ti, pronto a responder-me sempre, com uma boa, ou com uma má resposta. Preciso de ti em momentos como agora…
Alguma vez te sentiste desiludido! Não?! Julga-te com sorte… Eu já. E por tua causa. Tu, que admites algo numa hora e exactamente algumas horas depois, negas tudo!
O grande problema, é que sempre dediquei a mesma atenção, o mesmo carinho e a mesma amizade, a todos os meus verdadeiros amigos e àqueles que, constantemente, me dão estalos. Decidi seguir em frente. Canalizarei todas as minhas atenções e todos os meus actos para todos aqueles que realmente importam. Mas tu, tu, não importas. Já não. Se custa? Imenso, nunca duvides. Mas sobreviverei.
O Mundo não pára do seu incessante movimento giratório, e eu continuo perdida. Giro com o Mundo, mas, dentro de mim, são as memórias, as palavras, as conversas e os olhares que vagueiam, irritantemente, dentro da minha cabeça que não pára e não me dá descanso.
Mas, e agora? Consegues tu seguir com a tua vida normalmente? Se sim, julga-te sortudo, pois eu não consigo. Quando tu partiste, levaste contigo uma parte de mim, uma parte do meu coração…
Preciso de ti? Sempre precisei… Adaptei-me às tuas manias. Adaptei-me à tua forma tão peculiar de ser.
Já não me importam todos os teus comentários, todas as tuas ausências e todo o teu ser. Habituei-me. Adaptei-me.
Preciso de voltar ao tempo em que tudo era perfeito, mesmo com imperfeições. Preciso de ti. Preciso de ti todos os momentos. Como agora…
Quero poder acordar todos os dias sem este aperto no coração que, por momentos, parece deixar de bater a este seu ritmo. Não sei o que o amanha me vai trazer, mas eu estarei disposta a enfrentá-lo e a agarrá-lo de braços bem abertos, porque afinal tudo isto faz parte do meu fardo… do meu fado.
A minha vida divide-se me dois momentos. Um deles é quando creio que tudo irá ficar bem e que não passará mais de uma memória a eliminar todo este sofrimento. O outro momento, é quando pressinto o pior e desconfio (com certa certeza) de que nada irá melhorar.
E sabes o que é mais me incomoda? O facto de ter estado angustiada e em guerra comigo mesma durante imenso tempo e, exactamente, no momento em que decido seguir em frente, virar a página de mais um capítulo da minha vida e ser (finalmente) feliz, não o consigo, pois logo que me tento levantar deste solo que durante tanto tempo me serviu de casa, a primeiro coisa que tenho é um grande estalo. E vindo da pessoa com quem eu julguei ser possível voltar a ser feliz.
A vida é tão cheia e tão vazia. Cheia de problemas, alegrias, saudades, ilusões e desilusões. E tão vazia, apenas porque nos limitamos a existir e não a viver. Sempre me disseram que a vida não era fácil, mas também nunca me disseram que era tão complicada. E a minha vida parece um amontoar de bolas de neve! Umas cheias de alegrias e umas cheias de tristeza.
Já não há força (nem palavras) para descrever tudo o que se passa dentro de mim e da minha cabeça. Neste momento, e no centro de toda esta angustiante confusão, apenas tenho uma certeza. Preciso de ti. Preciso de ti em todos os momentos… Como agora.
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