Ao longo de todo o
percurso histórico, a Humanidade assistiu a vários momentos de pura violência.
O facto de submeter outras pessoas à vontade dos superiores, não demonstra nada
para além do lado negativo que pertence a cada um de nós. Exemplos como a escravatura,
o tráfico humano, o racismo ou guerras civis são apenas casos isolados dos
imensos que ilustram a violência. Basta, a cada um de nós, retroceder algumas
décadas, e atingimos o auge da brutalidade humana. O momento em que um simples
homem declara guerra a praticamente um planeta inteiro e sacrifica milhares de
pessoas para fazer valer a sua vontade. E, no fim, o que ficou depois de tanto
sangue derramado, de tanta destruição? Nada. Os sonhos caíram por terra, a
Humanidade fracassou e apenas restava a dor e o sofrimento. Mas o ser humano é
um animal de hábitos. E, da mesma forma que vive a mágoa e a perda, rapidamente
muda e esquece-se do seu passado. Faz da vida um livro de rascunho, e rasga o
que não convém recordar.
Deste modo, ao tentar
esconder de si os seus maiores erros, o ser humano permite que equívocos
maiores possam acontecer. De que serve a Declaração
Universal dos Direitos do Homem, se é violada constantemente?
A realidade é mais do
que vivemos. A realidade é o mundo todo que nos abriga. Temos de ser
tolerantes, mas não em demasia. Não podes fechar os olhos ao que acontece em
teu redor só porque não é a ti que está a acontecer. Abre os olhos como se fosse a primeira vez e
observa, ouve e sente. Há vozes que se erguem a todo o momento e chegou a tua
vez. Não cales o teu coração só porque te irão apontar o dedo. Não acabes
contigo apenas porque os outros não concordam. Os séculos de repressão e
repreensão já estão volvidos e é época de mudança. É tempo de demonstrar que
cada um de nós tem uma voz e com a sua história faz a de todos. Pensa. Senta-te
e pensa. A tortura, a guerra, a intolerância, o racismo e a obsessão só fez do
Homem um ser cada vez mais desprezível. A ganância acaba por destruir tudo à
nossa volta. O uso da força apenas te tira o que mais queres. Usa as palavras e
sê inteligente. Para quê manipular, se podes dissuadir? Nenhum de nós é uma
marioneta controlada por dirigentes que saem impunes depois de tantos crimes.
Por ti só, vales a pena. Não apontes do dedo, mas estica a mão. Não faças cair,
ajuda a erguer. Vive em fair play com
os outros.
Não quero que sejas o
ser mais amado do universo. Todos sabemos que isso é impossível porque ninguém
gosta de toda a gente. Porém, é melhor tentar ignorar os atos de violência que
constantemente nos são apresentados e seguir em frente. Porque o resto são
obstáculos. E há quem precise de ti.
Afirmar que estamos no
século XXI e que muitos problemas estão ultrapassados, não é mentira. Mas é um
“atirar areia para os olhos”. Vivemos num ciclo vicioso. Temos muito, gozamos
demasiado, perdemos o que tínhamos e passamos a viver às custas do outro. E,
claro, o Homem escolhe sempre o caminho que parece ser mais fácil: se não é
como queres, recorres à violência. Moral da história: ficas pior do que inicialmente.
E depois recuperas. Porque alguém te estendeu a mão quando mais precisavas e
não te deixou cair. Não se importou com as vozes alheias.
Por isso, é a tua vez.
Demonstra que tens força e que consegues mudar o que queres. Que tu não te
calas só porque os outros falam mais alto. A passos de bebé vais conseguir
mudar o mundo e torna-lo no sonho que todos desenhamos desde sempre:
transformar o Mundo num lugar melhor para ti e para todos.
E, no final, eu
pergunto: Porque é que temos de ser violentos? A felicidade está a um passo de
distância.