28.12.12
12.12.12
Se o silêncio queimasse as folhas secas do Outono, as ruas estariam sós e os becos perdidos. Pelas avenidas infindáveis perder-se-iam o amor e a saudade eterna. Haveria um homem em cada esquina escondida a apregoar o calor humano vendido em cartuchos de castanhas. E esse encruzilhado de ruas e vielas seria a alma manchada de um ser desprovido de paz e serenidade.
As árvores estão nuas e os ramos secos. Não há luzes intermitentes de semáforos abandonados nem vento que me refresque. Está um calor infernal dentro destas paredes sem fim. Tudo está separado, mas funciona como um só. Há um ruído irritante de fundo que se assemelha a um motor antigo.
tenho saudades tuas. Uma saudade que se descontrola a cada passo não contado, a cada respiração desmedida... Se perdi as vozes e os recortes de fotografias, tu continuas perfeito, imaculado em cada traço. O teu perfume está guardado em mim, o teu cabelo ainda se prendo nos meus dedos. Apareces nos rostos que não te pertencem e crias inspiração a partir do nada. Estás eternizado em objetos meus, em palavras que nunca ouviste e em toques que nunca sentiste.
O vento gelado que me bate na cara e congela, segura-me as lágrimas que se escondem atrás do olhar enublado. Precisava de um surto de coragem que me fizesse ir ao teu encontro e abraçar te como sempre sonhei. Deixei coisas por fazer porque tu pedias.
Agora as pontes estão vazias. Não há flores entre as veredas iluminadas da ternura. O céu é negro e as estrelas brilham ao longe. Vou de mãos dadas com a noite e os meus cabelos enleiam a saudade.
Tenho a alma cansada. O chão que piso é errante e não me leva mais à aurora da madrugada. As traças na gaveta do esquecimento corroeram as memórias ancestrais e as vozes perdidas do presente.
Sei que tudo o que está em meu redor um dia desaparecerá. Então, eu guardo os sonhos, porque são eternos enquanto eu os desenhar. AS andorinhas voam livres com o vento, esperando a terra prometida. Os sapos coaxam ininterruptamente, ocupando a solidão da princesa encantada que não chega.
As mãos estão marcadas pelo sol do inverno que iluminou a valsa da escrita. Os lábios secam com a saudade. Os olhos são lagos de lágrimas eternamente minhas. O pensamento já não flui aleatoriamente, deixando um rasto de flores para trás. Ao cair da noite desaparece o sol e regressa a escuridão quebrada pelos suaves raios do luar. Em mim, aparecem também as sombras do que deixei partir sem lutar. erros meus.
Neste momento a sorte joga cartas com o azar e as probabilidades não estão a meu favor. Um valete foi recolhido e a dama ficou sozinha. Mas esta também rapidamente desaparece sem deixar pegadas na areia fria. Pobre Inês que tão cedo partiste e abandonaste Pedro nas mãos da vingança e da saudade!...
Estico os dedos até ao raio de sol empoeirado. Aqueço-me numa realidade que é minha. Cada minúscula partícula de um algo que foi e se desintegrou pousa em mim e descansa. Transformo-me nessa poeira que é Vida. junto pedaços do que fui e renasço. Sou um trapo do passado que vive o presente e desenha o futuro com um pincel invisível e aguarelas de chuva. Sou preto no branco no meio de uma paleta. Sou um ponto no meio de muitos. Sou.
Sei que tudo o que está em meu redor um dia desaparecerá. Então, eu guardo os sonhos, porque são eternos enquanto eu os desenhar. AS andorinhas voam livres com o vento, esperando a terra prometida. Os sapos coaxam ininterruptamente, ocupando a solidão da princesa encantada que não chega.
As mãos estão marcadas pelo sol do inverno que iluminou a valsa da escrita. Os lábios secam com a saudade. Os olhos são lagos de lágrimas eternamente minhas. O pensamento já não flui aleatoriamente, deixando um rasto de flores para trás. Ao cair da noite desaparece o sol e regressa a escuridão quebrada pelos suaves raios do luar. Em mim, aparecem também as sombras do que deixei partir sem lutar. erros meus.
Neste momento a sorte joga cartas com o azar e as probabilidades não estão a meu favor. Um valete foi recolhido e a dama ficou sozinha. Mas esta também rapidamente desaparece sem deixar pegadas na areia fria. Pobre Inês que tão cedo partiste e abandonaste Pedro nas mãos da vingança e da saudade!...
Estico os dedos até ao raio de sol empoeirado. Aqueço-me numa realidade que é minha. Cada minúscula partícula de um algo que foi e se desintegrou pousa em mim e descansa. Transformo-me nessa poeira que é Vida. junto pedaços do que fui e renasço. Sou um trapo do passado que vive o presente e desenha o futuro com um pincel invisível e aguarelas de chuva. Sou preto no branco no meio de uma paleta. Sou um ponto no meio de muitos. Sou.
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